Content

Pela liberdade de informação

 Antes da internet havia uma relação muito estreita entre as midias físicas e as "mass midias". O disco de vinil e o CD são midias fisicas, as rádios e as tvs abertas, mass midias. Uma midia é o meio pelo qual se pode armazenar e transmitir um determinado tipo de informação e consequentemente um meio pelo qual se pode também emitir opinião.
 Um disco de vinil ou CD, assim como as rádios, armazenam e transportam informações sonoras, as tvs e as midias físicas de DVD, informações audio visuais.
 A grande problemática das midias de massa é que elas tem o poder de atingir um enorme número de pessoas simultaneamente e abusam desse poder para manipular e influenciar a opinião pública, restringindo o acesso a informação, defendendo os interesses particulares dos grupos que são donos delas.
 Quem pode escolher quais músicas podem tocar nas rádios? Quem pagar pra tocar ou quem gerar lucros para os grupos associados a elas. Dentro desse contexto, será que podemos dizer que existe liberdade informação? Você não pode entrar no seu carro, ligar na rádio e escolher o que você quer ouvir, é obrigado a ouvir o que estiver tocando. E o que as rádios fazem? Ficam martelando aquelas mesmas musicas que foram escolhidas para fazer sucesso, repetidas um cem número de vezes por dia e depois essas mesmas músicas são tocadas na tv nos horários de pico de audiência, independente de sua qualidade musical.
 Antes da internet isso era muito mais forte, pois esse era a único meio da população ter acesso a música, o mecanismo de influência da rádio e televisão, defendendo o interesse das grandes corporações era muito mais eficiente, esse mecanismo representava no final, vendas de CD e muito lucro, por isso as midias físicas tinham tamanha importância e hoje estão caindo, mas isso não quer dizer que nos dias de hoje as mass midias ainda não tenham um grande poder de influência em uma grande da parte população.
  Antes da internet, para se ter o direito de escolher a música que se queria ouvir era preciso recorrer a sebos ou ir na casa de um amigo que colecionava vinis ou CDs raros, com fitas cassetes na mão e fazer copias, com a mp3 isso mudou, foi uma revolução que ampliou muito o acesso a informação, por isso a grande indústria acusa quem compartilha os arquivos mp3 de pirataria, quando isso não é verdade. A mp3 é como uma rádio, já que funciona dentro da internet, que é uma mass midia na qual ainda existe liberdade de informação, com a mp3 as grandes corporações viram seus lucros bilionários e o poder de influência das mass midias que defendem os seus interesses serem ameaçados. Essa indústria que faturava billhões com vendas de cds, estava apenas enriquecendo através da exploração do trabalho dos artistas de do povo que comprava os CDs.
 A internet acabou com o monopólio da informação, estamos no meio de uma guerra ideológica, está havendo um grande conflito de interesses no mundo tudo, começou quando apareceu o napster, que foi o primeiro programa de compartilhamento de arquivos na internet, que não por acaso era de troca de mp3, na época o napster foi processado e tirado do ar, logo em seguida muitos outros programas e sites que utilizam outros métodos de compartilhamento de arquivos apareceram e continuaram sendo combatidos pela grande indústria, hoje o conflito continua e está cada vez maior, a indústria está fechando o cerco em alguns países que defendem os seus interesses, mas surgem também cada vez mais sites e novos métodos de compartilhamento de informação junto com o desenvolvimento de novas midias sociais e sites de relacionamento.
 Os sites de torrent foram banidos dos Estados Unidos, mas o Pirate Bay é hospedado na Suécia pelo Partido Pirata, um partido novo que defende a liberdade de informação como direito universal, argumentando que a lei de copyright foi criada para restringir o acesso a informação, que o direito a informação deve estar na base dos direitos humanos. Isso é uma coisa nova. Pessoas lutando pelo direito a liberdade de informação, muitas pessoas num passado recente lutaram pelo direito de liberdade de expressão, contra a ditadura, contra o autoritarismo que dominava os governos tanto de direita como de esquerda no mundo inteiro, as ditaduras matavam e prendiam pessoas acusando-as de subversão e traição e agora as grandes corporações prendem e calam as pessoas acusando-as de pirataria.
 Muitas pessoas viviam na ditadura e achavam que era natural não haver liberdade de expressão, até que algumas começaram a perceber que havia alguma coisa errada ali e resolveram lutar. Antes da internet a maioria das pessoas achava natural não haver liberdade de informação, nossa geração deve lutar por ela.

Rafael Vazz
Ler mais »

O Que é Produção Musical ?

Para quê Serve?

Nosso país tem uma riqueza musical enorme. A quantidade de compositores, instrumentistas, estilos musicais, intérpretes e nichos de mercado está entre as maiores do mundo. E é justamente por isso que a SUA MÚSICA precisa, mais do que nunca, aparecer.
Existe uma longa distância entre se criar uma idéia, compor, conceber uma obra musical e transformá-la em um PRODUTO que desperte o interesse do público. Este produto é o resultado final da sua música. Para todos os efeitos, é a sua representação para o mundo - consumidores, gravadoras, casas de shows e websites.
A mídia pode mudar - LP, CD, iPOD®, vinil (voltando com tudo!) - e sempre mudará. Os modelos de negócio também. Mesmo que não espere "vendas de CD's", o artista precisa aparecer e ser reconhecido para ter sucesso profissional e pessoal. Há diversos objetivos que um músico pode atingir através de seu trabalho: vender composições, tocar, interpretar, fazer shows e merchandising. E todos eles começam com um produto (CD) bem feito em mãos.
E já que estamos falando de um PRODUTO, ou PRODUÇÃO, ninguém melhor do que um PRODUTOR MUSICAL para transformar uma idéia em uma canção lapidada, digerível, fiel à proposta, otimizada, pronta para ser consumida e apreciada.
Pense em uma música que você adora, de um artista ou banda que você acompanha há muitos anos. É muito provável que esta música que você pensou é o resultado de uma composição maravilhosa, PRODUZIDA por um profissional competente, tanto artisticamente como tecnicamente. Compositores, letristas, arranjadores - artistas e músicos - estão preocupados com a arte, poesia, interpretação, conteúdo emocional. Uma combinação de dons e habilidades que permitem ao artista conceber idéias interessantes.O ARTISTA se concentra, na criação artística.
Uma vez que a música é concebida, através de uma gravação guia, esboços em um guardanapo ou partituras, inicia-se o processo de PRODUÇÃO. Aqui, outro profissional, o PRODUTOR, deve trazer seus dons e habilidades e se concentrar numa nova etapa. A criação contém idéias, mensagens e emoções que nem sempre são claras para o ouvinte. Um produtor profissional estudou durante anos o processo de produção musical e analisou muitos casos de sucesso para extrair o melhor de uma composição.
Utilizando seu background artístico, o cenário musical e técnicas de produção, o produtor tem a função de transformar a obra musical em um veículo de mensagens e emoções universais, consistentes, claras e interessantes. Assim como uma boa produção não se sustenta sem uma grande composição, a concepção musical depende de um cuidadoso processo produtivo para se transformar num produto e abrir portas para o artista.
Contratar um Produtor Musical é dar uma chance para sua música. Com certeza você acredita nela, mas é preciso que outros também acreditem. Sei como é frustrante "imaginar" a música, se empolgar e não conseguir passar isso para os amigos. O Produtor é o seu aliado nesse objetivo.
A Produção Musical profissional economiza tempo e energia do artista, aumentando as chances de divulgação, contratos com gravadoras e downloads. Contrate um produtor. Mesmo que seja um amador, um amigo músico. O ato de "contratar" transfere seriedade para o projeto, incluindo metas e prazos. No mínimo, serão duas pessoas e dois pontos de vista, que enriquecem qualquer trabalho onde decisões são tomadas a todo instante.

(Retirado do Blog http://www.audicaocritica.com.br de Dennis Zasnicoff, produtor musical e professor de áudio)
Ler mais »

Dica de Álbum

A dica de álbum do Caverna dessa semana é o Let It Bed, de Arnaldo Baptista, produzido por John, do Pato Fu, esse disco é a prova de que com a tecnologia atual, para se fazer um bom álbum não é mais nescessário se inverstir grandes montantes de dinheiro nem estar atrelado à estrutura de uma grande gravadora.



LET IT BED - (L&C Editora, 2004) – Produção: John Ulhoa A idéia de finalmente gravar Let it Bed aconteceu quando John, da banda Pato Fu, foi a Juiz de Fora montar um PC para Arnaldo com vários programas de áudio. John e Rubinho Trol (2) começaram a mostrar ao Arnaldo as possibilidades dessas novas tecnologias, recursos que há alguns anos só eram possíveis em estúdios caríssimos e agora estavam bem à mão, para serem usados em casa mesmo. “Por isso este disco é o encontro de Arnaldo com esta tecnologia”, explicou John. “Uma coisa era importante para nós”, continuou John. “Não queríamos um CD que soasse como um disco moderninho de música eletrônica com samples do Arnaldo. Isso seria fácil fazer. Queríamos que ele registrasse à sua maneira suas novas canções e depois ajudaríamos a dar um acabamento à altura de seu talento”.
John e Rubinho levaram para o sítio equipamento suficiente para um bom home-estúdio. Logo de cara perceberam que Arnaldo queria tocar de tudo e passava muito rapidamente de um instrumento para outro. Por isso decidiram espalhar microfones por todo o estúdio do sítio, deixando tudo ligado o tempo todo para manter o momento criativo sempre em alta.
“Rubinho trouxe seu PC de Londres. Gravamos usando o software Cubase e uma interface M-Audio Delta 44, que nos permitia gravar 4 canais por vez. O que parece pouco, mas o suficiente para este disco, já que Arnaldo iria tocar tudo, um instrumento por vez”, conta John. “A AKG nos emprestou os microfones e headphones, eu levei preamps, mixer, guitarras e outras coisas. Uma curiosidade é a guitarra Pignose com um alto-falante embutido no corpo, que Arnaldo experimentou e acabou usando em algumas gravações”.
John deu algumas instruções básicas para Rubinho, “apenas para ele não cometer nenhuma gafe tecnológica irreparável”. Mas logo ficou claro que o mais importante era o momento, a atmosfera, a tranqüilidade para que Arnaldo pudesse registrar tudo que quisesse, quantas vezes quisesse e na hora que tivesse vontade. “E isso o Rubinho soube conduzir muito bem”.
“Depois de tudo registrado, voltamos para meu estúdio em BH, onde transpusemos as sessões de Cubase/PC para o sistema do meu estúdio que é Logic Audio/Mac. Lá não gravamos mais nada: apenas acrescentei algumas programações e instrumentos virtuais”, explica John. Tudo foi editado e mixado aos poucos no estúdio de John. “Cada vez que Arnaldo vinha à minha casa ouvíamos tudo e ficávamos mais felizes com o resultado”.
http://www.arnaldobaptista.com.br
Ler mais »